De acordo com a Polícia Civil, as pessoas mortas faziam parte de uma organização criminosa e os corpos foram encontrados dentro de um quarto da residência e na frente da casa com mutilações.
Três adolescentes foram apreendidos na tarde deste domingo (1°) suspeitos de envolvimento na morte de cinco pessoas dentro de uma casa na zona rural da cidade de Itabaiana, no Agreste da Paraíba. O caso aconteceu na madrugada do domingo e os suspeitos foram presos na mesma região do crime.
De acordo com a Polícia Civil, as mortes são oriundas de uma disputa entre duas facções criminosas na cidade, que se insensificou nas últimas semanas.
De acordo com a delegada Maíram Moura, quatro mortos foram encontrados dentro de um quarto da residência, todos empilhados. Um desses corpos no local estava sem orelha. Um quinto corpo foi encontrado na frente da casa. E um homem ferido foi ouvido pela polícia.
A Polícia Civil informou também que outros dois possíveis mortos dessa chacina estão sendo investigados e as equipes estão em uma região de mata para tentar encontrá-los.
Três vítimas já foram identificadas
Segundo a delegada, a polícia iniciou a oitiva de um sobrevivente e segue em diligências para esclarecer o crime.
Entre os cinco mortos, três já foram identificados pela Polícia Civil:
- José Felipe do Nascimento Silva, de 17 anos
- Alexandre Sousa da Silva Filho, de 19 anos
- Cassiano Oliveira Pereira, de 34 anos
De acordo com a Polícia Civil, os cinco assassinados faziam parte de uma organização criminosa do Rio de Janeiro, que iniciou uma disputa por território com um grupo da Paraíba.
Disputa entre facções criminosas
Três homens foram presos suspeitos de integrar uma facção criminosa na cidade de Itabaiana, na última semana. Essas prisões são desdobramentos do aumento de ações da Polícia Civil e Polícia Militar em Itabaiana por conta da disputa criminosa na cidade, que teve início com a morte de um homem na cidade.
Essa primeira morte resultou em uma operação contra facções criminosas em 18 de fevereiro, com duas pessoas mortas e seis presas.
Conforme a delegada Maíram Moura à época da operação, mesmo com as prisões, as investigações seguem para identificar outros suspeitos de participarem de ações criminosas na disputa dessas organizações na região.

