Com estrutura ampla e moderna, fruto de investimento de R$ 170 milhões, unidade garantirá assistência completa aos pacientes
A população sergipana vive um avanço histórico na atenção oncológica. O Governo do Estado inaugurou o Hospital do Câncer de Sergipe (HCS) Governador Marcelo Déda, unidade aguardada há mais de uma década. Com estrutura ampla e moderna, o HCS garante a pacientes oncológicos assistência acolhedora, humanizada e especializada. Isso inclui diagnóstico rápido e tratamento adequado, além de reabilitação e cuidados paliativos, assegurando mais saúde, bem-estar e qualidade de vida.
Primeiro hospital de alta complexidade inaugurado pelo Estado desde a entrega do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), há 39 anos, e resultado de um investimento de R$ 170 milhões, o Hospital do Câncer de Sergipe começa a funcionar já ampliando a capacidade de atendimento de quimioterapia do estado. No Huse, são 24 pontos de infusão ativos. Já no HCS são 60 pontos de infusão – mais que o dobro. Na prática, a expansão significa mais pacientes atendidos, melhoria na qualidade dos serviços e uma maior rapidez no acesso ao procedimento.
O Hospital do Câncer de Sergipe conta ainda com 230 leitos. Desses, 135 são para internação hospitalar, distribuídos em 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta, 10 de UTI pediátrica, 13 de isolamento e 102 de enfermaria. Também há 20 leitos no setor de Pronto-Socorro e 75 dedicados ao setor de quimioterapia. Isso representa cuidado qualificado, completo e no tempo certo, com atenção médica plena para adultos e crianças.
Saúde fortalecida
O HCS é um sonho antigo da população, transformado em realidade pela gestão estadual. Primeiro hospital dedicado exclusivamente à oncologia em Sergipe, a unidade simboliza mais esperança e transformação de vida para milhares de sergipanos. Paciente oncológica há mais de uma década, é isso que destaca a aposentada Cláudia Maria Santos, 53 anos. “É muita felicidade. Sei que o hospital vai curar muitas pessoas do câncer. Tive colegas que se foram por falta de tratamento, mas agora é diferente. Vai mudar vidas”, conta ela.
A soma entre equipamentos de alta tecnologia, profissionais capacitados e assistência completa gera mais segurança para o público oncológico. Em processo de remissão de um câncer de intestino, a assistente social Adriana Hora, 46, ressalta a importância disso para quem é diagnosticado com a doença. “Quando a gente descobre, já pensa ‘como vou me tratar sem plano de saúde?’. Então, ter um hospital especializado e de graça é fundamental também para a parte emocional”, considera.
Atenção unificada
Com o Hospital do Câncer, todo o cuidado com o paciente oncológico estará em um só lugar, facilitando o acesso a uma série de serviços cruciais. Para a aposentada Nívia Omena, 43, esse é um dos principais benefícios do hospital. “A quimioterapia me deixou sequelas neurológicas e precisei fazer fisioterapia por um ano e meio. Agora, poderemos fazer isso aqui, além de outros atendimentos”, enfatiza.

