A poucos dias das eleições, Lula decidiu deixar ainda mais claro o peso que atribui à permanência de Rogério Carvalho (PT) no Senado. Na nova propaganda do sergipano, o presidente não fez apenas uma declaração qualquer de apoio. Pediu diretamente o respaldo e explicou o motivo: “Eu quero pedir seu voto ao meu companheiro de muitos anos, grande senador Rogério Carvalho, para me ajudar a continuar governando o Brasil”.
A frase ajuda a entender o espaço que Rogério conquistou dentro do projeto nacional de Lula. Eleito senador em 2018 e no exercício do mandato desde 2019, o sergipano passou de integrante da bancada petista a uma posição de maior protagonismo dentro da Casa. Em 2025, foi escolhido pela própria bancada para assumir a liderança do PT no Senado, onde também foi vice-líder do governo.
Essa importância aparece principalmente quando pautas caras ao governo e à esquerda chegam ao Congresso. Rogério foi relator da PEC 148/2015, que prevê a redução gradual da jornada para 36 horas e o fim da escala 6×1 sem redução salarial.
Mais recentemente, Rogério recebeu outra missão de peso: a relatoria da PEC da Segurança Pública na CCJ. A proposta trata da constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública, de mudanças no sistema de políticas penais e de medidas de enfrentamento às organizações criminosas. A escolha colocou novamente o sergipano numa posição central em uma discussão de alcance nacional.
Mas a relação com Lula também tem um lado diretamente ligado a Sergipe. Rogério vem utilizando a proximidade com o Governo Federal para participar das articulações em torno de grandes investimentos no estado e transformou a retomada da Petrobras em uma das principais bandeiras do mandato. Na própria campanha, essa capacidade de fazer a ponte entre Sergipe e Brasília passou a ser apresentada como um dos trunfos para sua permanência no Senado.
É justamente essa combinação que ajuda a explicar a intensidade do apoio de Lula nesta reta final. Ele é um aliado que participa das discussões nacionais do governo ao mesmo tempo em que mantém acesso direto a Brasília para defender os interesses do estado.
