Em Sergipe, apenas Rogério pode impedir que estado eleja dois nomes de direita
A disputa pelo Senado talvez seja uma das mais importantes destas eleições. Em 2026, dois dos três senadores de cada estado serão escolhidos para mandatos de oito anos, o que abre espaço para uma mudança significativa na composição da Casa. E é justamente de olho nisso que a direita, especialmente o campo bolsonarista, tem tratado a eleição de senadores como uma de suas principais prioridades nacionais.
O motivo é simples. Passam pelo Senado algumas das decisões mais importantes do país, desde propostas de mudança na Constituição até a aprovação de nomes indicados para o STF, tribunais superiores, Procuradoria-Geral da República e Banco Central. É também da Casa a responsabilidade de processar e julgar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo, pauta que ganhou força entre nomes da direita e que vem sendo colocada abertamente no debate eleitoral deste ano.
Em Sergipe, a situação merece ainda mais atenção da esquerda. A pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira, 27, mostra que praticamente todos os nomes que aparecem nas primeiras posições estão mais ao centro ou à direita. André David (Republicanos) tem 11%, André Moura (União Brasil), 9%, Alessandro Vieira (MDB), 8%, e Eduardo Amorim (Republicanos) e Rodrigo Valadares (PL), 7% cada. Rogério Carvalho (PT), com 11%, é o único nome da esquerda entre os primeiros colocados e aparece, hoje, ocupando uma das duas vagas.
Isso faz com que a reeleição de Rogério tenha um peso ainda maior para a esquerda sergipana. Não se trata apenas de manter um mandato do PT, mas de evitar um cenário em que as duas vagas em disputa no estado sejam ocupadas por nomes de direita.
E Rogério chega a essa eleição com um mandato marcado justamente por pautas que o colocam em posição oposta ao avanço da extrema direita no Congresso. O senador tem mantido alinhamento com o presidente Lula, atuação na defesa dos trabalhadores, das políticas sociais e das minorias, além de ter assumido discussões de peso nacional, como a relatoria da PEC da Segurança Pública na Comissão de Constituição e Justiça.
A pesquisa Quaest ouviu 804 eleitores entre os dias 23 e 26 de agosto e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número SE-03536/2026. A margem de erro é de 3% e o nível de confiança de 95%.
